O filme foi uma merda, mas a conversa no caminho compensou.
Ele estacionou o carro num trecho meio escuro da avenida que corre junto da praia. Desligou o motor e ficou quieto um segundo, só olhando pra mim. Eu estava de saia jeans curta e uma blusa leve. Sem calcinha. Tinha tirado no banheiro do cinema sem pensar muito, só porque deu vontade.
"Posso?", ele perguntou, a mão já na minha coxa.
Eu abri as pernas um pouco. Não falei nada.
Os dedos dele subiram devagar e encontraram logo o quanto eu já estava molhada. Ele passou o dedo no meio, sentindo, e deu aquele sorrisinho. Depois desceu o banco o máximo que conseguiu, virou o corpo de um jeito meio desajeitado e enfiou a cabeça entre as minhas pernas.
A língua veio quente e sem muita técnica no começo. Lambeu, abriu com os dedos e só depois achou o ritmo no clitóris. Eu segurei o cabelo dele com uma mão e apoiei a outra na porta. O vidro embaçou rápido. Toda vez que ele enfiava a língua mais fundo eu gemia baixo, com aquele medo de alguém passar andando ou de bicicleta.
Ele colocou dois dedos enquanto chupava. Curvou e acelerou. Eu gozei com as pernas tremendo, apertando a cabeça dele, soltando o ar pela boca de um jeito meio feio. Ele ainda tentou continuar lambendo, mas eu empurrei o ombro porque ficou sensível demais.
"Sobe pro banco de trás", eu falei, ainda ofegante.
A gente passou por cima do console de qualquer maneira, rindo baixo do aperto. Eu fiquei de quatro no banco de trás, saia erguida. Ele abriu a calça, tirou o pau e esfregou a cabeça na minha entrada. Empurrou de uma vez. Entrou fácil, eu ainda estava encharcada da boca dele.
Segurou minha cintura e começou a meter. O carro balançava. O barulho molhado ficava alto dentro daquele espaço pequeno. Eu empurrava pra trás e ele respondia com mais força. Uma mão dele subiu e apertou meu peito por cima da blusa, meio atrapalhada.
"Mais fundo", eu pedi.
Ele meteu até bater. Eu gozei de novo, contraindo, com o rosto grudado no banco. Ele segurou mais uns segundos e gozou dentro, quente, pulsando.
Ficamos parados um tempo, ainda encaixados, só respirando. Quando ele saiu, a porra escorreu na hora pela minha coxa. Eu me virei, sentei e puxei a saia pra baixo. Já estava manchada.
Ele ajeitou a calça e me olhou pelo retrovisor.
"Me passa o número de verdade?"
Eu entreguei o celular. Enquanto ele digitava, eu ainda sentia o líquido quente escorrendo. O vidro continuava embaçado. Lá fora o mar batia longe e nenhum carro passou.
Ele ligou o motor e perguntou: "Te levo em casa ou a gente fica mais um pouco?"
Eu olhei pro banco de trás, ainda amassado, e respondi: "Fica mais um pouco."
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