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A viagem de negócios que eu não deveria ter aceitado

Viajei a trabalho com o diretor da empresa. Dois dias em São Paulo, o mesmo hotel, jantares longos e uma tensão que nós dois fingíamos não existir. Até a noite em que eu parei de fingir.

Proibido · 3 min · Camila · 8 leituras

Eu não precisava ter ido.

O projeto era importante, mas não tanto assim. Quando o André, diretor comercial, sugeriu que eu o acompanhasse na reunião em São Paulo, eu poderia ter inventado qualquer desculpa. O Pedro nem questionou. Só disse “boa viagem” e me beijou na testa, como sempre.

O hotel era bom demais para ser só trabalho. Quartos no mesmo andar. Jantar no primeiro dia durou quase três horas. A gente falou de meta, de cliente, de estratégia… e de muita coisa que não tinha nada a ver com trabalho. Ele tinha um jeito calmo de olhar, como se já soubesse o final da conversa.

No segundo dia a reunião acabou cedo. Sobrou a tarde inteira. Ele mandou mensagem:

“Se quiser descer, estou no bar do lobby.”

Eu desci.

Bebemos vinho. Depois outro. A conversa foi ficando mais baixa, mais próxima. Quando ele perguntou se eu estava feliz no casamento, eu demorei três segundos a mais do que o normal para responder. Ele notou.

Subimos juntos no elevador. No corredor ele parou na frente do meu quarto e não fez nenhum movimento de ir embora. Eu abri a porta. Ele entrou atrás de mim.

Não teve conversa fiada. Ele me beijou assim que a porta fechou. Eu correspondi. As mãos dele eram firmes, seguras. Tirou meu blazer, depois a blusa. Eu desfiz o cinto dele. O pau já estava duro quando eu o segurei por cima da calça.

Fodemos na cama, devagar no começo. Ele me olhava o tempo todo, como se quisesse gravar cada reação. Depois me virou de quatro e meteu com mais força. Eu gemia com o rosto no travesseiro, sentindo o peso dele, o cheiro de perfume caro misturado com suor. Gozei primeiro, apertando o lençol. Ele gozou dentro, gemendo baixo contra minhas costas.

Ficamos quietos um tempo. Ele ainda dentro de mim. Eu sentia a porra escorrer devagar quando ele saiu.

Ele beijou meu ombro e perguntou:

“Você se arrepende?”

Eu fiquei olhando o teto. A luz do abajur era fraca. Lá fora São Paulo continuava barulhenta e indiferente.

“Ainda não”, respondi.

Ele sorriu sem graça, se vestiu em silêncio e saiu. Não disse “até amanhã”. Só fechou a porta com cuidado.

Eu fiquei na cama. O corpo ainda quente, a calcinha molhada jogada no chão. Peguei o celular. Tinha uma mensagem do Pedro:

“Chegou bem? Te amo.”

Respondi “Cheguei. Te amo também.”

E apaguei a conversa com o André antes de dormir.

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