Eu já tinha notado o olhar dele fazia três semanas.
Daniel, 35 anos, corpo seco de quem vive de pilates e carga. Camiseta preta justa, veias no antebraço, voz baixa quando corrigia a posição. Sempre tocava mais tempo do que o necessário na minha lombar e na parte interna da coxa quando eu estava no reformer.
Naquela terça o estúdio estava quase vazio. Última aula do dia. Só eu e ele.
Eu estava de quatro no aparelho, fazendo a série de joelho no peito, quando a mão dele parou na minha cintura e não saiu. Os dedos apertaram de leve.
“Postura, Marina.”
A voz dele saiu mais rouca que o normal. Eu olhei por cima do ombro e respondi sem sorrir:
“Corrige então.”
Ele entendeu na hora.
A mão desceu da cintura pro meu quadril, depois pra parte de dentro da coxa. Subiu devagar por baixo do short de academia até encontrar a calcinha. Eu já estava molhada. Ele passou o dedo no meio, sentindo o tecido úmido, e soltou o ar pelo nariz.
“Você treina assim todo dia?”, perguntou baixo.
“Só quando o professor presta atenção.”
Ele puxou o short e a calcinha até o meio das minhas coxas. Dois dedos entraram de uma vez, sem pressa, até o fundo. Eu contraí em volta e ele gemeu baixo. Continuou me dedando ali mesmo, no reformer, enquanto a outra mão apertava minha bunda. O barulho molhado era o único som na sala.
Quando eu estava prestes a gozar ele tirou os dedos, lambeu e falou:
“Vira.”
Eu virei e sentei na beirada do aparelho. Ele abriu o próprio short. O pau era grosso, veias saltadas, a cabeça já brilhando. Eu segurei e puxei ele pra perto pela base. Ele enfiou a mão no meu cabelo e eu engoli até a garganta. Chupei com vontade, olhando pra cima, deixando saliva escorrer. Ele fodia minha boca com controle, sem pressa, como se ainda estivesse dando aula.
Depois me deitou de costas no reformer, abriu minhas pernas e encaixou o pau. Entrou inteiro de um movimento só. Eu arquejei. Ele segurou minhas coxas abertas e começou a meter fundo, ritmado, olhando pra onde os corpos se encontravam. Cada estocada fazia o aparelho ranger leve.
“Mais forte”, eu pedi.
Ele obedeceu. Agarrou minha cintura e fodeu de verdade. O barulho da pele batendo encheu a sala. Eu gozei primeiro, apertando o pau dele, gemendo entre os dentes. Ele não parou. Tirou, me virou de quatro de novo, segurou meu cabelo com uma mão e a cintura com a outra e meteu até o fundo. Dessa vez sem delicadeza nenhuma.
Eu gozei de novo quando senti ele latejar e despejar tudo dentro. Quente, pulsando, enchendo. Ele ficou enterrado mais uns segundos, respirando pesado nas minhas costas, antes de sair devagar. A porra escorreu imediatamente pela minha coxa.
Ele passou o dedo, subiu até minha boca e eu chupei sem ele pedir.
Nenhum dos dois falou logo. Ele só ajeitou a camiseta e disse, ainda rouco:
“Mesmo horário na quinta?”
Eu puxei o short de volta e respondi:
“Pode deixar a sala reservada.”
Ele sorriu pela primeira vez.
“Vou deixar.”
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